ISABEL LINORES
Era quinta-feira. O dia amanheceu cinzento, exatamente como o meu estado de espírito. Aquele era o dia oficial da minha despedida. A véspera da minha fuga.
A primeira coisa que fiz pela manhã foi ir até o hospital para formalizar o meu pedido de demissão. Eu estava preparada para enfrentar uma enorme dor de cabeça e sermões do diretor geral, mas a reação dele foi bem diferente.
Quando entreguei a carta, ele não fez uma única pergunta. Pelo contrário, ele foi absurdamente compre