Mundo de ficçãoIniciar sessãoO que veio depois foi Irene e Rarlat no alto da escada, paradas, imóveis, como duas figuras deslocadas de um quadro antigo. O rosto de Irene estava cinza, os olhos arregalados demais para alguém que ainda tentava fingir dignidade. Rarlat segurava o corrimão com força, como se aquilo pudesse impedir o mundo de desabar.
Quando a porta se fechou atrás de Carly e o som do carro da polícia se perdeu, Irene começou a descer, com dificuldade por causa da perna que precisava da cirurgia urgente. Cirurgia essa que, se dependesse de mim, não aconteceria.
Cada degrau que descia parecia custar um pedaço dela.
— Manuela… — minha antiga “mãe” disse meu nome como se tivesse direito àquilo.
Eu não me movi. Quando chegou ao último degrau, sem qualquer aviso, Irene se ajoelhou aos meus pés. O som dos joelhos batendo no chão e







