Mundo de ficçãoIniciar sessãoPOV Enrico
O estádio estava lotado muito antes do horário previsto. Eu caminhava de um lado para o outro no camarim, com a guitarra pendurada no corpo, sentindo um tipo de ansiedade que nunca havia experimentado antes.
Não era medo. Era expectativa. Pela primeira vez, aquele show não carregava o peso de um passado confuso, de comparações, de fantasmas. Era só eu. E o nome no telão confirmava aquilo: ENRICO HUNT.
— Papai, eu estou bonito? — Jimi girou o corpo, maravilhado com sua jaqueta de couro autografada pelo Slash.
— Meu amor, você é o menino mais lindo do mundo inteiro. E todo mundo vai te amar. — passei a mão pelos cabelos dele.
Jimi me olhou, bravo:
— Não estraga o meu cabelo, papai.
Olhei para Manuela e começamos a rir. Depois que os cabelos de Jimi cresceram, a primeira coisa que ele fazia quando acordava de







