O sol de fim de manhã atravessava as ruas arborizadas da zona nobre da cidade, banhando de dourado os prédios elegantes que se alinhavam até a mansão da família Duarte. No carro, Isadora observava a paisagem pela janela, tentando disfarçar o frio na barriga. A cada quilômetro que se aproximavam, o coração dela batia mais rápido. Rafael, atento ao volante, notou a inquietação e pousou uma das mãos sobre a dela.
— Está nervosa? — perguntou em tom sereno, sem tirar os olhos da rua.
— Um pouco — co