Alejandro González
Dirigi pela cidade por horas, com a cabeça a mil e o peito carregado de raiva. Pensava em ir direto para São Paulo, mas a estrada àquela hora parecia um risco que nem mesmo minha irritação justificava. Vinte minutos depois, sem perceber, parei na casa de Miguel. Ele abriu a porta com aquela expressão de quem já sabia exatamente o que estava acontecendo, por me conhecer melhor do que eu mesmo.
— Entra aí, cara. Me dá a chave do carro que eu te dou uma dose de uísque – disse el