Mundo ficciónIniciar sesiónIsabelle não poderia imaginar que uma caminhada no Rio de Janeiro, após um dia cansativo de reuniões, mudaria sua vida para sempre. Ao ouvir gritos em uma ruela, ela age por impulso e se vê diante de uma situação de vida ou morte, salvando um desconhecido que carrega mais segredos do que aparenta. Alejandro González é um bilionário espanhol, sedutor, acostumado a colecionar "amigas" e evitar vínculos emocionais. Mas, naquele fim de tarde, ao ser salvo por Isabelle, ele descobre algo que nem todo o dinheiro do mundo poderia comprar: uma conexão poderosa e genuína. Enquanto o destino parece determinado a uni-los por coincidências surpreendentes, a química entre Alejandro e Isabelle se torna inegável. Porém, desafios do passado, segredos ameaçam destruir o que estão construindo. Poderão eles superar as barreiras e provar que o amor verdadeiro pode surgir nos momentos mais inesperados? Em Nos Braços do Bilionário que Salvei, prepare-se para uma história repleta de ação, paixão, humor e amizade verdadeira. Um romance cheio de reviravoltas, onde o perigo e o desejo caminham lado a lado, conduzindo a um final inesquecível.
Leer másIsabelle Matos
Mesmo sem gostar de ser obrigada a viajar, ir ao Rio de Janeiro não parecia tão ruim assim. Após sair de uma reunião com um cliente — já passava das 18 horas, mas o céu ainda estava claro — decidi pegar um táxi. No entanto, pedi para descer algumas quadras antes do hotel. Queria caminhar um pouco. O fim de tarde estava agradável, e eu precisava organizar meus pensamentos.
Enquanto caminhava, perdida em meus devaneios, ouvi um grito abafado vindo de uma ruazinha lateral. Não pensei, apenas agi. Virei na direção do som, movida por um impulso que logo se mostrou um grande erro.
Assim que entrei na rua, vi a cena e me arrependi instantaneamente. Um homem alto, visivelmente machucado, estava sendo segurado por dois rapazes. Um terceiro, mais agressivo, segurava uma pistola apontada para ele. Meu coração gelou.
Tentei sair dali discretamente, mas meu salto entrou em um buraco no asfalto, quebrando e fazendo um barulho alto. O homem armado virou-se abruptamente, com os olhos fixos em mim.
— O que é isso, porra?! Sai daqui! — gritou, apontando a arma na minha direção. — Vadia, sai logo antes que eu te mate!
Tentei desesperadamente puxar o salto preso, mas ele continuou gritando:
— Burra! Vai morrer junto com o almofadinha aqui!
Antes que eu pudesse reagir, ele me empurrou para perto do homem ferido. Senti o olhar dele sobre mim, mesmo sangrando e bastante machucado. Seus olhos verdes pareciam radiantes, intensos.
Foi então que algo despertou dentro de mim. Uma voz interna sussurrou: "Se vou morrer, pelo menos levo um desses canalhas comigo."
Movida por puro instinto e com a agilidade que até me impressionou, girei meu corpo, acertando um golpe de capoeira no homem armado. A pistola caiu longe de suas mãos. Ele se virou assustado e foi tentar pegá-la, mas fui mais rápida e dei um chute certeiro entre suas pernas.
Nesse instante, o homem machucado aproveitou a confusão para chutar um dos comparsas que o segurava, e eu, sem pensar, peguei a arma caída no chão.
Apontando a pistola, disparei na perna do líder, que caiu gritando. Os outros dois se apressaram em puxá-lo e fugiram, carregando o homem baleado.
Tudo aconteceu tão rápido que quando vi a arma na minha mão foi quando me dei conta do que tinha acabado de fazer. Visivelmente comecei a tremer, olhando para a arma.
— Acho melhor você respirar — disse o homem ao meu lado, com a voz rouca.
Soltei a arma e dei um passo para trás, como se só então minha mente estivesse processando o que estava acontecendo. Ele me observava com uma mistura de espanto e admiração, o rosto ainda sujo de sangue.
Aproximei-me, tentando ajudar.
— Você está bem? — perguntei, preocupada, enquanto colocava a cabeça dele no meu colo.
Ele piscou lentamente, me fitando com aqueles olhos verdes que quase me fizeram esquecer do caos ao nosso redor.
— Você é louca? Podia ter morrido — sussurrou ele, com um gemido de dor.
— E é assim que você me agradece por salvar sua vida? — retruquei, arqueando uma sobrancelha.
Ele deu um sorriso fraco.
— Salvou minha vida, anjo.
— Anjo? Talvez um pouco exagerado. Acho que "louca" combina mais — respondi, tentando aliviar o clima tenso.
Ele riu, apesar da dor.
— Tudo bem, Mulher Maravilha. Melhor assim?
Segurei o riso enquanto tentava ajudá-lo a levantar. Só então percebi o quanto ele era alto e forte.
— Você tem um telefone? — perguntou ele, com dificuldade.
— Tenho. Mas para quem você quer ligar? Deveríamos levá-lo ao hospital primeiro.
— Preciso chamar meu futuro ex-segurança.
Quase soltei uma gargalhada, mas me contive ao ver a dor em seu rosto. Ele fez a ligação, e menos de cinco minutos depois, dois homens apareceram para ajudá-lo.
Mesmo protestando, ele foi colocado em um carro e levado para o hospital. Entrei junto com eles, ainda atordoada. Algo me dizia que aquele encontro inesperado mudaria minha vida para sempre.
***
Isabelle MattosHoje voltamos de Portugal, depois de cinco dias maravilhosos... inesquecíveis. Se fosse por mim, já teria seguido direto pra Alemanha e Itália. Seria muito mais prático. Mas o Alejandro precisou retornar por causa dos negócios.Eu não queria passar meu aniversário aqui... Desde que me mudei pra Santa Monica, sempre celebrei essa data cercada pelos meus amigos. Confesso que vai ser um pouco difícil... A saudade deles aperta.Esse ano é especial por tantos motivos... Mas já estou há mais de seis meses longe do Brasil. É complicado não ter por perto minha verdadeira família — que são os meus amigos — nos momentos mais importantes da minha vida.Alejandro me perguntou o que eu queria de presente...— Amor, seu aniversário tá chegando — disse ele, enquanto estávamos deitados, abraçados. — É verdade... — O que você quer ganhar? Me ajuda. — Pedi beijando seu pescoço.— Eu já ganhei. — Já ganhou o quê? — Você. Oficialmente, você — falei, o envolvendo com as pernas, seguran
SaraAcordei muito cedo. Na verdade, acho que nem dormi. A mente estava inquieta, um turbilhão de pensamentos. Então decidi esperar todos acordarem lá fora, enquanto cuidava das minhas roseiras.Estava perdida nesses pensamentos quando Pedro se aproximou devagar, com aquele jeito cuidadoso de quem me conhece há anos.— Bom dia, querida... — disse ele com a voz suave. — Sei que você quase não dormiu. Está tudo bem?— Estou, sim... só precisava organizar um pouco as ideias — respondi, sem conseguir esconder a tensão no meu olhar.— Quando é que vai me contar por que essa moça te perturba tanto? Quem é ela de verdade? Você disse que foi tirada das mãos da Joane... mas eu não entendi nada.— É isso mesmo... — suspirei fundo. — A história é antiga, e dolorosa.Comecei a contar, sentindo cada palavra como se fosse um peso saindo do peito.— Laura namorava Juan. Ele era louco por ela. Mas, de repente, tudo mudou. Ele começou a sair com Joane, a melhor amiga dela. Pouco tempo depois, Joane en
Capítulo narrado por Isabelle, do seu encontro com a “tia Olívia”, na vinícola em Portugal, que hoje tem o nome de Sara. Isabelle mattosEntramos na vinícola e à medida que nos aproximamos da casa, o local revela-se muito mais encantador do que eu poderia imaginar. O caseiro nos recebe na entrada da vinícola, cumprimentando-nos com atenção. Na área da casa, um casal aguarda, e a mulher, de cerca de 45 anos, é muito bonita, com um sorriso que lembra muito o de Alejandro. O homem, é surpreendentemente parecido com Raul, possui uma cicatriz no rosto que me provoca um arrepio ao imaginar a sua origem.À medida que nos aproximamos, a mulher, agora conhecida como Sara, dirige-se emocionada a Alejandro e o abraça com carinho.— Alejandro, meu menino lindo!— Oh, minha tia querida!Pedro intervém com um sorriso carinhoso no rosto.— Vão ficar aí muito tempo? Não vai me dá um abraço nem nos apresentar esta linda jovem, filho?— Sempre com ciúmes, meu caro Pedro? — Alejandro perguntou sorr
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