96. Sinais
Levantei devagar, ainda envolta pela camisa de Kairos, que me caía larga demais, carregando o cheiro dele — algo entre madeira, perfume caro e presença. Caminhei até a cozinha, os pés descalços tocando o chão frio, e abri a geladeira com expectativa.
Examinei cada prateleira.
Nada.
Nenhuma sobremesa. Nenhum chocolate. Nenhum resto esquecido que pudesse saciar aquela vontade específica, quase teimosa de comer pudim. Suspirei, frustrada. Fechei a geladeira e, por um instante, fiquei parada n