97. O que o corpo sussurra
Depois de longos minutos conversando com René, percebi que o tempo havia passado sem que eu notasse. Ele falava animadamente sobre assuntos do trabalho, comentários irrelevantes sobre reuniões, prazos e pequenas fofocas internas que, em outro momento, talvez me divertissem mais. Ainda assim, gostei daquela normalidade. Da sensação de estar ali como alguém comum, e não como a mulher cercada por medos, segredos e ameaças silenciosas.
Quando me levantei, ajeitando a bolsa no ombro, disse que iria