O Inimigo Comum e a Queda das Muralhas
Marina Duarte
Após o meu acordo tenso de "colaboração profissional", as tardes na Lancaster Corp se tornaram uma rotina perigosamente íntima. Eu estava no escritório de Brian quase diariamente. Ele usava todas as oportunidades possíveis para me manter lá: "revisões de última hora," "análise de risco iminente," ou simplesmente, "o café do meu assistente é intragável, e eu preciso do seu instinto."
Eu mantive a minha postura de "Colega de Trabalho". Eu vesti a minha armadura de Rainha de Gelo. Mas era difícil. Brian era um mestre em seduzir o intelecto, e a sua admiração pelo meu trabalho era genuína. Ele não flertava, mas os seus elogios eram mais perigosos do que qualquer cantada barata. Ele me fazia sentir capaz e vista.
A tensão entre nós era uma corda esticada. E a corda só se rompeu quando um inimigo em comum entrou em cena.
Certa manhã, Daniela entrou no meu escritório, pálida e com o telefone na mão.
— Marina, ele está em Londres. - Olho p