O Espelho Quebrado e o Altar Vazio
Brian Davis
Eu observei Marina Duarte debruçada sobre o organograma, o cenho franzido em concentração, o cabelo caindo em cascata sobre o ombro. Ela estava em meu território, na minha sala de reuniões, e a sua presença era um bálsamo para o caos que a ligação de Isis havia gerado. Ela me forçava ao profissionalismo, mas era a única que não fugiu quando a minha máscara de sarcasmo caiu.
Eu tinha acabado de expor a minha maior fraqueza, a minha humilhação pública, para a mulher que eu havia beijado à força e que tinha todos os motivos para me odiar. E em vez de pena ou escárnio, ela me deu limites e trabalho.
Colega. Não terapeuta, nem conquista.
A frieza dela me desafiava, e o meu desejo, que havia sido um fogo incontrolável, começou a se transformar em uma atração mais complexa, baseada no respeito.
Enquanto ela trabalhava, eu me afastei, voltando-me para a vista imponente de Londres. Mas a minha mente não estava no horizonte; estava em um passado q