Capítulo 3: A Exaustão do Advogado e o Fim do Tédio
O gelo tilintava no copo de uísque, um som irritantemente suave que mal conseguia competir com o lamento enjoado do homem ao meu lado. Se eu quisesse paz, eu deveria ter ficado no meu escritório de advocacia, essa era a realidade. Olhando para o Hyde Park pela janela, ou talvez me enterrado em uma das minhas coberturas vazias, porque estranhamente hoje eu não estava a fim de uma noite de conquistas e sexo suado.
Diferente das outras sextas feiras, queria algo diferente da caça.
Eu não queria paz; eu queria anestesia não de um sexo selvagem e alheio. Queria na realidade uma boa dose de anestesia imediata, uma noite em um lugar que ninguém me conhecesse de imediato.
Londres é fria, mas meus problemas eram ferventes. Literalmente. Grandes, estressantes e ferventes como algo em ebulição.
Eu estava exausto. Não era a exaustão saudável de um dia de audiências complexas – eu amo um bom desafio jurídico, o cheiro de papel novo e a