(POV CELINA BRAGA)
O silêncio que se seguiu à minha pergunta foi mortal.
Eu esperava uma risada sarcástica ou um comentário cínico sobre o meu sentimentalismo. Mas o que recebi foi o despertar de algo inumano.
Adrien se inclinou sobre mim.
O azul elétrico de seus olhos, que antes me intimidava, desapareceu. Em seu lugar, um amarelo vivo e demoníaco brilhou, queimando-me como o sol de um deserto proibido.
Nossos narizes quase se tocavam. Eu podia sentir o calor irradiando da pele dele, uma t