O tempo no Exílio não seguia a lógica dos relógios da enfermaria. Para Dominic, não haviam se passado apenas quarenta e oito horas; parecia que ele caminhava por aquele deserto de partículas prateadas há décadas. O cenário era uma repetição cruel de sua própria psique: uma versão carbonizada do Santuário, onde as árvores eram pilares de carvão e o céu tinha a cor de uma ferida inflamada.
Dominic tentava gritar, mas a poeira de prata que ainda infestava seus pulmões no mundo real manifestava-