Namoro por contrato- O Quarterck que me rejeitou
Namoro por contrato- O Quarterck que me rejeitou
Por: Carolis
O flagrante

Angélique Mayers

Nós nos casaríamos em dois meses, e agora meu marido estava em um hotel com outra mulher?!

— Nossa, eu te amo...

Ama? Ele a ama?

Brody falava aquilo para ela como se não tivesse me dito o mesmo a poucas horas, quando me ligou pela última vez dizendo que queria que eu estivesse aqui.

E agora? Agora ele estava na cama com outra mulher.

Vê-lo deitado naquela cama, com outra sentada sobre ele, me fez recuar. Brody olhou para a mulher com uma expressão que nunca tinha visto antes e gritou enquanto se movia cada vez mais depressa. Ele estava tão ansioso para comer aquela mulher que nem teve tempo de fechar a porta antes de se deitarem na cama.

— Brody... Fala para mim. Diga o que você pensa quando está deitado com ela...

Brody soltou um rosnado baixo, as mãos apertando com força os quadris dela para ditar o ritmo.

— Lexi... Agora não.

— Fala, Brody — Lexi insistiu. — Diz que eu sou muito melhor que ela.

Prendi a respiração, estática.

Também queria saber o que eu era nesse namoro, depois de dois anos.

O que eu fui para ele? O disfarce perfeito? Uma promoção na fama de um jogador que ninguém conhecia antes de mim?

Então eu o ouvi responder: — Você sabe que é, porra... Você é infinitamente melhor.

Ela riu, alto. A voz soando presunçosa entre os gemidos. — Ora, mas ela é uma grande estrela...

Brody acariciou o rosto dela de uma forma que nunca fazia comigo. — Não tanto quanto você, amor.

Amor. Ela estava conseguindo exatamente o que queria. Isso tudo era porque me odiava o suficiente para destruir tudo o que eu tinha, como havia prometido fazer desde que nos conhecemos? Foi naquele momento que me senti morrer, porque ele havia me traído, mas eu fui fiel por cada segundo em que ficamos juntos, e porque nunca olhei para outro por dois anos em que estivemos juntos.

Dois anos da minha vida jogados no lixo. Dois anos que me faziam sangrar no quarto de um hotel que eu invadi.

Dei dois passos para trás, como se tivesse sido atingida, porque, no fundo, eu realmente estava ferida de um jeito que ninguém podia curar. Foi o barulho do vaso caído no chão quando esbarrei em uma mesa no canto, o que fez o movimento dele paralisar.

— Você... ama ela? — Meu corpo dobrou para a frente quando o choro rasgado deixou minha garganta.

— Amor...

— NÃO ME CHAMA ASSIM! — gritei, mas só me fez chorar mais.

Eu não conseguia fazer isso parar. A sensação de que o chão havia sumido dos meus pés, e de que não existia mais homem no mundo em que eu pudesse confiar, me golpeou. Quando ergui meus olhos, Brody havia saído da cama, mas ela estava sorrindo.

Foi ela que mandou a mensagem.

Minhas pernas dobraram diante da dimensão daquela dor terrível. Era como ser partida ao meio. Eu tentava segurar o choro, mas parecia inútil. — Dois anos, Brody. Dois anos em que fiquei do seu lado, mesmo destruída. Mesmo quando você implorava para confiar em você... e você... você amava outra?

— Não... não é o que você está pensando!

Ergui os olhos, sentindo minha visão arder. Ele estava aflito, mas de que importava?

Quando tentou me tocar, eu me arrastei no chão, sem me preocupar se parecia patética. Aquilo tudo tinha que ser um pesadelo...

— Me perdoa...

Perdoar? Eu não conseguia perdoar a mim por ter acreditado nele.

— Acabou... — Minha voz saiu como um sussurro rouco.

Desviei do toque, ainda sentindo dor, fiquei de pé e me arrastei para fora daquele quarto, enquanto meu ex-noivo gritava o meu nome e se vestia apressado. Eu sabia que ele viria atrás e que me obrigaria a escutar, mas eu não queria falar com ele. Não queria nunca mais ter que olhar para aquela cara mentirosa. Por isso eu testei as portas, até que a quinta se abriu como um milagre.

Eu ainda estava chorando sem vergonha nenhuma, com o rosto vermelho e a maquiagem arruinada, quando me bati com algo rígido e alto o suficiente para bloquear minha visão. As mãos dele agarraram minha cintura, e eu me enchi de desespero.

— Ora, ora... Eu sabia que você me queria, Mayers. Mas não achei que precisaria esperar cinco anos para você finalmente criar coragem e arrombar a porta do meu quarto só para me ver pelado.

Meu corpo inteiro congelou nos braços dele.

Não... ele não! Meu sangue congelou nas veias.

Há cinco anos atrás, eu fui rejeitada por essa mesma voz, e agora ele estava ali, no pior momento da minha vida.

— Nolan?

— Esperava alguém diferente? — Ele sorriu. — Devo acreditar que você sai invadindo quartos de desconhecidos?

Os passos no corredor me fizeram fechar os olhos. — Angélique, onde você se enfiou? Volta aqui! — Brody gritou. — Amor, eu só quero conversar...

O sorriso do idiota aumentou. — Ele está atrás de você e não faz ideia de que se trancou no quarto com o rival dele? Interessante...

— Por favor, não me entrega. — Ele percebeu a minha voz de dor e forçou meu rosto para cima.

— Você está tremendo, Mayers. O que aquele desgraçado fez com você?

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