Naomi Marck
Alguns meses haviam se passado, e eu já estava entrando no meu nono mês de gravidez. Meu corpo estava cansado, pesado, mas meu coração… ah, meu coração estava cheio.
Zayn não parava de chutar. Era como se ele estivesse sempre avisando: “Ei, eu tô aqui.”
E como Peter havia dito desde o começo, era o meninão que ele tanto sonhou.
O dia parecia comum. Daqueles que aquecem o peito. Um grande almoço em família, todos reunidos à mesa, rindo, conversando alto, brigando por bobagem, como sempre. O cheiro da comida da tia Petra tomava conta da casa, misturando temperos, lembranças e conforto.
Eu observava tudo com um sorriso bobo no rosto.
Era impossível não sentir gratidão.
Depois de tudo o que passamos… estávamos ali. Vivos. Juntos. Inteiros — ou pelo menos tentando ser.
Peter e Saulo eram os “genros do momento”. Três dias antes, Saulo havia passado pela tradição da família — e, para a surpresa de todos, ele simplesmente amou. Disse que aquilo era loucura, mas uma loucura boa. Ta