Cap.27
A METAMORFOSE
O quarto de hospital, antes uma cela de agonia, agora parecia o casulo de uma metamorfose sombria.
O sol da manhã filtrava-se pelas persianas entreabertas, desenhando listras de luz e sombra sobre o meu corpo. Eu permanecia sentada na beira da cama, as mãos, ou o que eu supunha serem minhas mãos, agora escondidas sob camadas de gaze, repousando sobre o colo.
Magnus estava de pé junto à janela. A silhueta imponente bloqueava parte da claridade. Sua postura mantinha uma distâ