Anna
Cheguei ao meu apartamento com o corpo moído e a alma pesando uma tonelada. Depois de deixar a Emma em casa, o silêncio da noite finalmente desabou sobre mim. Fechei a porta da entrada com uma lentidão dolorosa, atravessei o corredor no escuro e simplesmente desabei no sofá da sala, encolhendo os joelhos contra o peito.
Fiquei ali, encarando as sombras do teto, ouvindo o estalo que a estrutura do prédio fazia de tempos em tempos. Por que diabos tudo isso estava acontecendo? Por que a vida