Samanta
O cheiro de camomila e erva-cidreira ainda pairava no ar da sala de Beth, mas o calor da xícara que Gabriel havia deixado em minhas mãos já tinha se esvaído por completo. Minhas mãos continuavam frias, trêmulas, incapazes de encontrar qualquer ponto de apoio no mundo após o chão ter sido brutalmente arrancado sob os meus pés. O silêncio do apartamento era quebrado apenas pelo tique-taque ritmado do relógio de parede e pelos meus próprios suspiros cansados. Emma estava sentada ao meu lad