Gabriel
O silêncio do nosso apartamento sempre foi algo que me trouxe paz, mas hoje ele pesava como chumbo nos meus ombros. Da cozinha, eu conseguia ouvir o som abafado dos soluços baixos de Samanta na sala, um ruído cortante que parecia estraçalhar algo dentro do meu próprio peito.
Eu gostava dela. Era um fato que eu vinha guardando no canto mais escuro e protegido da minha alma há um tempo que já havia se tornado parte de quem eu era. Gostar da Samanta em segredo era como observar uma estrela