Samanta
O som estridente do despertador do meu celular cortou o silêncio do quarto antes mesmo que os primeiros raios de sol de segunda-feira conseguissem vencer a barreira das pesadas cortinas blecaute da cobertura. Tateei a mesa de cabeceira às cegas, meu corpo implorando por mais algumas horas daquele torpor delicioso, até que finalmente consegui silenciar o aparelho.
Um suspiro pesado e rouco ressoou ao meu lado, seguido pelo movimento de um corpo robusto se revirando nos lençóis.
— Samanta