Samanta
No instante em que a porta do meu apartamento se fechou, trancando o resto do mundo do lado de fora, o silêncio durou apenas o tempo de um suspiro. Lorenzo não era um homem de meias-medidas, e quando seus olhos escuros encontraram os meus sob a luz fraca do hall de entrada, eu soube que aquela noite seria diferente. Não havia a urgência crua dos nossos outros encontros, mas sim uma intensidade avassaladora, uma necessidade mútua de nos fundirmos um ao outro até que não restasse nenhum e