Lorenzo
Os últimos meses não foram apenas difíceis; foram uma tortura lenta, calculada e diária. Cada segundo sem a Samanta parecia uma lâmina afiada rasgando a minha pele. O silêncio do meu apartamento, antes um refúgio de poder e controle, transformou-se no meu pior pesadelo. Eu não conseguia dormir, não conseguia focar nas reuniões da Safetech e, acima de tudo, não conseguia tirar da cabeça a imagem dos olhos dela marejados na última vez em que a vi.
O telefone sobre a mesa de centro vibrou,