No andar superior da casa grande, Raul permanecia imóvel diante da ampla janela do quarto.
O sol da manhã já havia rompido parte das nuvens, espalhando faixas douradas sobre os pastos, mas aquela luz parecia incapaz de alcançar o lugar onde ele realmente estava.
Seus cotovelos descansavam sobre os apoios da cadeira de rodas, enquanto as mãos permaneciam entrelaçadas diante do corpo.
De tempos em tempos, seus dedos se apertavam uns contra os outros até as articulações embranquecerem, como se