As semanas passaram lentamente, mas dentro da Fazenda Santa Aurora ninguém tinha a impressão de que o tempo realmente seguia em frente.
Do lado de fora dos portões, a vida retomava seu ritmo natural. Os caminhões carregados de grãos voltavam a cruzar as estradas de terra, o comércio da pequena cidade reabria as portas todas as manhãs, os bancos enchiam de agricultores negociando safras e, aos poucos, a tragédia que abalara a região deixava de ser o principal assunto nas rodas de conversa.
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