Raul permaneceu sozinho na sala por mais alguns minutos.
O silêncio parecia diferente depois da conversa com Miguel.
Não era um silêncio confortável, daqueles que costumava apreciar enquanto organizava documentos ou observava a fazenda pela janela. Era um silêncio inquieto, cheio de perguntas que surgiam sem serem convidadas.
A frase do menino voltava repetidamente à sua memória.
"Eu não conheço meu pai."
Fechou lentamente a pasta de relatórios que tinha sobre a mesa.
Tentou concentrar-se nos n