O Valério dormia no meu colo, tão sereno que nem parecia que tinha bagunçado tudo naquela barriga redonda por tantos meses. Tão pequeno… e ainda assim tão cheio de vida. A boquinha dele fazia uns biquinhos lindos, como se sonhasse, e o peitinho subia e descia num ritmo de paz. Paz. Aquela que eu tanto desejei e agora finalmente me abraçava.
Eu encostei a cabeça na poltrona perto da janela, deixando o sol da tarde dourar o rostinho do meu bebê, e sem querer meus olhos marejaram. Não de tristez