Abro os olhos e, por um instante, tudo parece uma névoa. A mente luta para reconhecer onde estou, mas o peso nos meus músculos me deixa confusa. O teto, de madeira velha, está acima de mim, e só depois percebo o calor conhecido: a mão da minha mãe repousa sobre mim, como se fosse o último escudo entre mim e o mundo. Estou deitada em seu colo, e ela está encostada na parede, imóvel, mas com os braços firmes, tentando me proteger até dormindo.
Forço meu corpo e, com dificuldade, consigo me sentar