— O que você está fazendo aqui? — repeti, caso ela não tivesse me ouvido da primeira vez. Em vez de me dar uma resposta, ela apenas me olhou da cabeça aos pés com aquele olhar que eu conhecia. Aquele olhar que ela dava quando queria dizer que eu não era nada comparado a ela e que talvez devesse beijar o chão que ela pisava.
— Não sei o que ele vê em uma vadia como você.
— Com licença — falei, olhando-a de cima a baixo. — Por favor, saia da minha casa. Não gosto de vadias paradas na minha porta.