Felipe
Um, dois, três, quatro…
Perdi a conta.
Os copos iam se acumulando no balcão, alinhados como provas do meu fracasso.
O gosto do uísque já nem queimava mais.
Eu bebia como quem toma remédio.
Não pelo prazer, só para amortecer.
Para ver se, por alguns minutos, minha cabeça calava o nome dela ecoando sem parar.
Lorena.
Lorena.
Lorena.
O bar estava cheio, mas eu me sentia sozinho como nunca.
Luzes baixas, música antiga, gente rindo alto demais.
Como o mundo podia continuar normal enquanto o m