Felipe
Dez da noite.
E nada dela.
Andava de um lado para o outro da sala como um animal enjaulado, o celular pesado demais na mão. A chuva caía forte lá fora, martelando as janelas, e Lorena não atendia. Não respondia mensagens. Nada. Absolutamente nada.
— Onde você se meteu… — murmurei, passando a mão pelo cabelo.
Ela nunca fazia isso, nunca. Não desaparecia, não sumia sem avisar, não deixava o telefone morrer. E o pior: nós estávamos bem, não tínhamos brigado. Não havia motivo algum.
Disquei