Capítulo 122

Lorena

Quando a porta do cofre se abriu, eu precisei de alguns segundos para processar o que estava vendo.

Meu pai sempre dizia que precisava de dinheiro. Que a empresa estava sufocando. Que tudo era difícil. Que estava “apertado”.

Apertado.

Lá dentro havia maços organizados de euros, dólares, libras. Jóias embaladas em pequenos sacos de veludo. Relógios. Peças antigas. E não era pouco.

Era muito.

Um valor que definitivamente não combinava com o discurso constante de escassez.

Fui tirando tudo
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