Lorena
Quando a porta do cofre se abriu, eu precisei de alguns segundos para processar o que estava vendo.
Meu pai sempre dizia que precisava de dinheiro. Que a empresa estava sufocando. Que tudo era difícil. Que estava “apertado”.
Apertado.
Lá dentro havia maços organizados de euros, dólares, libras. Jóias embaladas em pequenos sacos de veludo. Relógios. Peças antigas. E não era pouco.
Era muito.
Um valor que definitivamente não combinava com o discurso constante de escassez.
Fui tirando tudo