Felipe
Fui com o detetive.
A estrada parecia não ter fim. Horas e mais horas de asfalto, postes passando como vultos pela janela, o céu mudando de cor, e eu ali, imóvel no banco do passageiro, com o maxilar travado e a cabeça girando em círculos.
Eu não dormia direito há dias.
Não comia.
Não pensava em mais nada que não fosse ela.
Cada quilômetro percorrido era uma mistura de esperança e medo.
Esperança de encontrá-la.
Medo do que eu poderia descobrir.
Quando finalmente chegamos à cidade das fo