Capítulo 36: O Último Segundo (Miguel / Ágata)
O mundo era um borrão de fumaça, flashes de disparos e o gosto ferroso de sangue na minha boca. Eu estava na mata, a poucos metros da parede lateral do hospital, quando ouvi o som que fez minha espinha congelar: o bipe rítmico e acelerado de um detonador. Não era o som dos monitores cardíacos lá dentro; era o som da morte mecânica.
— Puto! Eles plantaram! No setor dos geradores! — gritei no rádio, mas o único som que veio de volta foi a estática br