Capítulo 37: A Alvorada de Vidro (Ágata)
A luz que entrava pela janela alta do quarto não era a luz amarelada e sufocante da mansão na Barra. Era uma claridade branca, fria, que cheirava a maresia misturada com o ozônio das montanhas. Abri os olhos devagar, sentindo cada centímetro do meu corpo protestar. A dor no meu ombro era uma brasa persistente, um lembrete físico de que o metal do Ricardo tinha me encontrado, mas não tinha me parado.
Eu não estava em um hospital comum. As paredes de concr