Capítulo 32: A Propriedade Alheia (Ricardo)
O estofado de couro do blindado era o meu trono, e as luzes estroboscópicas que tingiam as ruas de azul e vermelho eram as minhas joias da coroa. Eu observava o rastro de destruição pelas vielas do Morro do Pai com uma satisfação que beirava o êxtase. Dez anos. Eu esperei dez anos para ver aquele império de tijolo aparente e arrogância desmoronar sob as minhas ordens. Mas, no fundo, o morro era apenas o cenário. O meu verdadeiro objetivo tinha nome, c