Pedro entrou pela garagem, observando que já passava da meia noite, ecoando no espaço vazio como um suspiro de cansaço. Seus sapatos pisaram o piso úmido do local, evitando com precisão a terceira lajota quebrada, aquela que sempre estalava sob pressão. A casa respirava o silêncio pesado da ausência: o relógio de pêndulo no corredor marcava o tempo com tiques que pareciam mais lentos à noite, e o cheiro de lasanha requentada ainda pairava na cozinha, embora ninguém tivesse esperado por ele. Ele