Luna acordou devagar.
A primeira sensação foi o cheiro — aquele misto clínico de álcool e limpeza que denunciava ambientes hospitalares. Depois, o som: um bip distante, vozes e passos no corredor.
Abriu os olhos lentamente.
Teto branco. Luz artificial clara demais. Cortinas claras.
Demorou alguns segundos para que a mente entendesse onde estava. Tentou se mexer. O joelho respondeu primeiro — uma pontada profunda, que fez seu rosto se contrair.
A memória voltou em fases. A onda. O impacto. A dor