Os dias foram passando quase sem que Luna percebesse.
As manhãs começavam cedo, longas horas na água, o ritmo exigente dos treinos físicos, análises de vídeo, refeições calculadas, risadas soltas à noite. Tudo se repetia — e, aos poucos, deixava de parecer estranho.
Luna começou a entrar naquele ritmo.
Cada dia que passava, sentia-se menos visitante e mais parte da casa. Já sabia onde ficavam as canecas preferidas, reconhecia os silêncios e os exageros de cada um, entendia quando alguém precisa