Henrique
Meu pai simplesmente virou as costas e foi embora como se nada tivesse acontecido. Como se não tivesse acabado de destruir o próprio filho. O som de suas botas foram se afastando até desaparecer. Os peões me soltaram e eu corri até o Guilherme. Ele estava debruçado sobre a madeira da baia, o corpo inteiro trêmulo. Respirava com dificuldade.
Suas costas estavam marcadas por vergões profundos, alguns já sangrando. Guilherme chorava em silêncio, um choro pior do que qualquer grito.
— Guil