Henrique
Permanecemos em silêncio até que Guilherme tocou meu ombro. Olhei para ele e seu semblante já não era o do homem acuado de antes. Ainda existia dor em seus olhos, mas vi também determinação.
— Me escondi por muito tempo, Henrique. Não posso deixar você carregando tudo sozinho. Nós sabemos que o Heitor não vai parar e eu não vou mais fugir.
— Guilherme, não.
— A vida inteira você me protegeu. Agora é a minha vez. Não posso continuar assistindo você lutar sozinho. A falsa morte foi uma