Cap. 9
Cap. 9
O ar no pomar ficou pesado, carregado do perfume das flores e da tensão que emanava dos dois seres no seu centro. Lirah mal conseguia respirar.
— Senhor Alfa… eu lamento… — ela balbuciou, forçando-se a manter seu olhar no dele, uma façanha que exigia toda a sua coragem. Quando tentou recuar, foi rápida demais para suas pernas trêmulas, mas não rápida o suficiente para ele.
Sua mão fechou-se como uma braçadeira de aço em torno do pulso dela. Não foi um puxão bruto, mas uma tração irresistível, precisa, que a arremessou contra o sólido muro de seu peito.
O impacto tirou-lhe o fôlego. Por um nanossegundo, uma eternidade de calor, força pura e aquele cheiro que a intoxicava inundaram seus sentidos. Seu corpo, traidor, registrou a segurança naquela solidez antes que o pânico a alcançasse.
Ele a afastou apenas o suficiente para vê-la, mas não soltou o pulso. Seu polegar moveu-se quase imperceptivelmente sobre a pele, um gesto que poderia ser confundido com um toque casual, se não fos