Cap.100
O corredor escuro parecia se alongar a cada passo que eu dava em direção à cela de onde eu ouvi meu nome.
— Lirah? É você?
A voz me paralisou.
Não era a voz da criança. Era outra. Familiar. Enrouquecida pelo tempo e pelo desespero, mas inconfundível.
Virei a cabeça lentamente.
No fundo do corredor, em uma cela ainda mais funda, mais escura, mais isolada do que as outras, uma figura encolhida contra a parede me encarava.
Trapos. A pele fina, quase transparente, colada aos ossos. Os cabel