Lilly
Eu estava sentada no escritório da Zabott Foods havia tempo demais para fingir tranquilidade. O sofá de couro claro já não era confortável, e o silêncio pesado daquele andar parecia calculado para me lembrar, a cada segundo, de que eu era a visitante ali. Minhas mãos descansavam sobre a bolsa, mas os dedos se mexiam sozinhos, inquietos. Eu sabia que aquela espera podia ser proposital. Uma forma sutil de me testar. A ex-mulher de James Zabott, agora batendo à porta da família, pedindo conversa sobre fusão. Respirei fundo algumas vezes, tentando organizar os pensamentos, tentando não deixar que o nervosismo se transformasse em fraqueza.
Quando a porta finalmente se abriu, quase uma hora depois, levantei o olhar de imediato. O sr. Zabott entrou com passos firmes, o terno bem alinhado, o rosto sério suavizado apenas por um leve sorriso protocolar.
— Lilly, peço desculpas pela espera — disse, estendendo a mão. — Surgiu um imprevisto.
— Sem problemas — respondi, apertando a