Lilly
Naquele instante em que James virou as costas para mim e se jogou na cama como se tivesse algum tipo de razão divina para aquilo, minha cabeça virou um carrossel desgovernado. Eu não entendi nada do comportamento dele, mas não perguntei. Não valia a energia. A confusão já tinha se instalado em mim desde o momento em que atravessei a porta do quarto e o vi ali, deitado no sofá, com aquela cara tensa, como se tivesse passado horas remoendo alguma coisa que nunca diz em voz alta. No começo achei até estranho ele estar ali, mas logo percebi que o problema maior era o jeito como ele me olhou quando falei que não jantei sozinha.
Eu nem sabia definir o que era aquilo. Raiva? Ciúme? Frustração? Tudo junto? James sempre fez questão de afirmar que não quer nada, não espera nada, não pretende nada. Vive como um cometa desregrado, atravessando tudo sem olhar para trás. Mas naquela noite, por um segundo, parecia que alguém tinha puxado o freio dele.
Mesmo assim, não falei nada. E a v