Apolo
Assim que a porta do meu sedã se fechou e eu a vi entrar na portaria do prédio, pisei fundo no acelerador, fazendo os pneus cantarem no asfalto úmido da madrugada. O motor roncou alto, ecoando pelas ruas desertas de São Paulo, mas o barulho lá fora não era nada comparado ao caos que estava dentro da minha cabeça.
Dirigi de volta para a minha cobertura com o maxilar trancado, os nós dos dedos brancos de tanto apertar o volante. Eu estava furioso. Furioso com a audácia daquela mulher, co