— Você tá maluca, Taty? — pergunto, minha voz saindo mais controlada do que eu esperava. — Por que você não me perguntou antes?
O sorriso da minha amiga desaba na mesma hora, tipo um castelo de cartas, e o brilho nos olhos dela apaga como uma lâmpada queimando. O que, claro, me dá aquele mix de culpa e frustração.
— Você tá brava? Mas por quê? — ela pergunta, genuinamente confusa, como se não entendesse que me jogar na fogueira sem me avisar talvez não seja o tipo de surpresa que eu gosto.
Eu s