O Teatro
As viaturas cortavam o silêncio da madrugada com seus giros vermelhos e azuis. Fitas amarelas envolviam a clareira da floresta como se pudessem impedir o horror de escapar.
O corpo de Lucas jazia sob um lençol branco. Ninguém ousava tocar. O rastro de sangue até a árvore era longo, tortuoso... bestial.
Sabine estava sentada sobre uma pedra, os ombros cobertos por um cobertor cinza, os olhos vermelhos, o rosto úmido de lágrimas secas. Ela tremia como qualquer irmã humana faria. Quem ol