O calor já era sentido antes mesmo que Elena visse a passagem.
Diferente da água, que a engolira com silêncio, o fogo gritava. Estalava. Sussurrava palavras que ela não sabia se vinham de fora ou de dentro.
Cada passo a aproximava da entrada um arco incandescente, feito de brasas suspensas no ar, girando em espiral. E o chão... era carvão pulsante. Vivo.
Quando atravessou, o ar se encheu de especiarias. Canela, cravo, jasmim. O coração acelerou. O corpo espiritual reagia como o físico. Os pelo