O caminho até o último portal era feito de silêncio.Não havia vento.Não havia cor.
A vegetação parecia suspensa no tempo, como se o mundo prendesse a respiração diante do que vinha a seguir.
O portão era negro, feito de obsidiana pulsante.
Sua superfície refletia não o rosto de Elena, mas todas as suas versões esquecidas.
A criança que sangrou e ninguém viu.
A jovem que quis gritar, mas sorriu.
A mulher que desejava, mas se calava.
Quando ela o tocou, uma dor antiga rasgou seu peito
Não física.