Interrogatório
Sabine entrou pela porta da delegacia como se fosse dona do lugar. O salto ecoava no chão frio e cada olhar que se virava para ela era engolido por aquele perfume doce e venenoso. O delegado Peter esperava de braços cruzados, expressão neutra, mas o olhar… aquele olhar a denunciava. Havia algo ali.
“Por aqui”, disse ele, abrindo a porta da sala de interrogatório.
Sabine entrou, se sentou lentamente e cruzou as pernas. O gesto foi calculado, o tilintar sutil do salto, o deslizar d